07/03/2010 - Domingo, Dia 7 de Março de 2010
NO ANO DA PROVIDÊNCIA SOBRENATURAL DE DEUS, A MINHA ATITUDE DIANTE DOS PROBLEMAS DEFINE O RESULTADO DA BATALHA! (1 Sm 17.24-40)

 

Israel está vivendo um dos momentos mais angustiantes de sua história. Os filisteus se colocaram em ordem de batalha, sitiando Israel. Golias, um gigante filisteu, líder e altamente motivador de seu povo, levanta-se, sugerindo um duelo entre ele e algum dos guerreiros de Israel, para definição da batalha (1 Sm 17.8-11). A situação era muito aflitiva e a intenção do inimigo era afrontar e amedrontar nação de Israel.

O que aconteceu naquele tempo no plano físico, entendemos que é uma representação do que temos hoje no plano espiritual – a batalha espiritual que somos chamados a travar diariamente, como povo de Deus. E, também hoje, o Senhor espera que Seus guerreiros valentes se levantem, com clareza a respeito das batalhas a serem travadas e com atitudes capazes de mobilizar Seu povo para a vitória. Naquele contexto, diante do desafio de vencer o inimigo, vemos que dois israelitas se levantam, representando dois tipos de lideranças muito significativas: Saul e Davi.

 

A) SAUL - O LÍDER PERDEDOR:

Saul era o rei de Israel e, naturalmente, se esperava que ele assumisse a responsabilidade e a dianteira na questão de enfrentar o gigante e seu exército inimigo. Mas ele falhou no exercício de sua liderança, mostrando-se um perdedor e péssimo motivador de sua equipe. Vemos que Saul teve, pelo menos, quatro atitudes de perdedor diante da crise.

 

1- MEDO:

Medo é o contrário da fé. Por causa do medo, Saul deixou-se impressionar pelo que viu e ouviu dos inimigos e acerca deles, ficando paralisado e, com isto, paralisando todo o seu exército. O medo o levou a hipertrofiar o poder do inimigo e a potencializar o aspecto negativo da crise que o cercou.

 

2- INSEGURANÇA QUANTO AO PODER DE DEUS:

Insegurança reflete falta de fé. Medo e insegurança caminham de mãos dadas. Saul esqueceu que o seu Deus era o Todo-Poderoso que o estabeleceu como o primeiro rei de Israel.

 

3- SÓ VIA SUAS LIMITAÇÕES E O GRANDE PODER DO INIMIGO:

Esquecendo-se de Deus, só via a ostentação do inimigo e as suas fragilidades pessoais. Era um líder que tinha um espírito depressivo, de derrota e uma visão baixa de si mesmo, o que o limitava e contaminava seu povo, gerando medo, insegurança e espírito de derrota no exército.

 

4- SUA CONFIANÇA PARA A BATALHA ESTAVA NA SUA CAPACIDADE HUMANA:

Porque só conseguia ver a batalha com os olhos humanos, também só conseguia olhar para a sua capacidade humana de travar a batalha. É evidente que ele não confiava em Deus para enfrentar aquela crise, mas sim no seu braço, no seu conhecimento e na sua armadura. Sempre que olhamos para as circunstâncias adversas com olhos humanos, carnais, só conseguimos ver a grandeza do inimigo e a nossa pequenez, limitando-nos mais ainda.

Conclusão, Golias tornou-se para Saul um PROBLEMA INSOLÚVEL!

 

B) DAVI – O LÍDER VENCEDOR:

Aos olhos de Saul, de seus irmãos e de muitos do povo, Davi não tinha qualificação alguma para enfrentar e muito menos vencer aquela crise. Mas ele mostrou um perfil diferenciado, que o levou à vitória, de forma sobrenatural. Diante do mesmo problema de Saul, vemos que Davi teve pelo menos quatro atitudes de um vencedor.

 

 

1- CORAGEM (32):

Não se intimidou diante do inimigo (34-36). Sua coragem e ousadia o colocaram diante da crise como um vencedor. Ninguém lhe dava nada por ser pastor de ovelhas, mas foi justamente como pastor que se acostumou a tomar posição contra os agressores do rebanho.

Precisamos tomar posição de defensores das nossas famílias, células, equipe de discipulado e igreja contra os agressores, principalmente os espirituais. Um vencedor nas batalhas espirituais precisa ser corajoso. É preciso ter coragem para enfrentar tudo aquilo que ameaça a integridade da nossa vida, família, células, discipulado e igreja.

 

2- FÉ (37):

Davi sabia que o Senhor que lhe deu vitórias continuaria a sustentá-lo nas batalhas. O vencedor está firmado na fidelidade do Senhor – o Senhor dos Exércitos é o Seu nome. As batalhas do povo de Deus são as batalhas de Deus! A sua fé em Deus lhe dava segurança para enfrentar as situações adversas e vencê-las.

 

3- NÃO LIMITOU O PODER DE DEUS AO TAMANHO DA CRISE (39-40):

Davi não se apoiou nos recursos humanos, nem na proteção humana. Ele não se valeu da armadura, nem do capacete de bronze, nem da couraça, nem da espada de Saul para entrar naquela batalha. Sua comunhão e dependência de Deus era tão grande, que ele não conseguiu batalhar com os aparatos humanos de guerra. Davi já era um vencedor daquela batalha mesmo antes de travá-la, pois seus recursos para a vitória estavam em Deus.

Muitos, como Saul, muito bem intencionados, acabam derrotados em muitas batalhas porque escolhem as armas erradas para lutar e defender seus territórios. O guerreiro vencedor precisa conhecer e operar no sobrenatural de Deus. Nossas vitórias na vida pessoal e familiar, nas células, no discipulado, nas finanças e tudo o mais só virão quando nos posicionarmos como herdeiros do Deus Todo-Poderoso e nos vestirmos dos aparatos certos para a batalha – a ARMADURA DE DEUS (Ef 6. 10-18).

 

4- NÃO SE ABALOU COM O ASPECTO, COM AS PALAVRAS E AS ATITUDES DO INIMIGO (41-46):

Apesar do contraste entre ambos, Davi não se amedrontou com o gigante. Um vencedor precisa se acostumar a firmar-se no Senhor e na Sua fidelidade. Um vencedor precisa ter claro em seu coração a sua identidade em Cristo. Um vencedor não pode se abalar com as mentiras do inimigo, nem com seu jeito furioso.

Davi sabia quem era o seu Deus – O Vencedor, e qual a sua vocação como filho de Deus – a vitória nas batalhas. Um vencedor não pode permitir que o medo e a intimidação entrem em seu coração – seu coração, como toda a sua vida, estão guardados em Cristo, o Vencedor! Não se atemorize com a aparência dos inimigos que querem afligir sua vida, família, células, discipulado, finanças, sonhos etc, pois “maior é o que está com você do que o que está no mundo”.

Conclusão: Golias para Davi não era um problema insolúvel, mas um tremendo desafio para manifestar a glória de Deus!

Os vencedores não paralisam diante dos problemas, mas se renovam no Senhor e partem para a vitória na batalha espiritual. Muitas vezes, a atitude e a vitória de uma única pessoa se transformam na motivação para a vitória de muitos ao seu redor (50-53). O vencedor Davi motivou o cambaleante e amedrontado exército de Israel a mudar de atitude e assumir uma posição de vitória. Se em nós estiver um espírito vitorioso, com certeza as nossas atitudes afetarão positivamente a vida dos que estão ao nosso redor.

O Senhor hoje continua buscando os “Davis”, filhos(as) cheios do espírito de vitória,  capazes de mobilizar a família, as células, o discipulado, a igreja, a cidade para a vitória nas batalhas espirituais. O grito de guerra de um vencedor está em 1 Sm 17.47: “Saberá toda esta multidão que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará nas nossas mãos”. Declare isto para você mesmo e para sua família, suas células, sua equipe de discipulado, suas finanças, seus sonhos.

 

No amor do Senhor da providência sobrenatural.

 

                                                               Aps Aurelio Jesus Santos e Susana M. B. Santos

 

PERGUNTAS PARA A REFLEXÃO CELULAR:

1-     Você tem consciência que algumas de suas ações, nos momentos de crise, são características de perdedor, conforme a pastoral?

2-     O que você efetivamente fará, a partir de agora, para que se torne um(a) líder vencedor(a) nesses momentos?

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